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http://youtu.be/f0tEcxLDDd4sábado, 5 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
o desenvolvimento - 0 a 6 meses {resumo}
O desenvolvimento dos 0 aos 6 meses
Aproximadamente com 1 mês e meio até 4 meses
o lactente depois de executar por acaso uma ação que provoca uma satisfação,
passa a repetir essa mesma ação repetidas vezes. Durante esses primeiros meses
de vida, a criança aprende por repetição. Um exemplo é quando ela suga o
polegar, primeiramente num movimento aleatório; depois repete essa ação em
vista da satisfação gerada.
Nessa fase que os bebês começam a atentar
para os sons, demonstrando capacidade de coordenar diferentes tipos de
informações sensoriais, como visão e audição, e a coordenar seu universo visual
com o tátil.
A partir dos 4 meses:
Começa a compreender suas ações e os resultados
externos.
A criança começa a repetir ações intencionamente,
um gatilho para começar a responder de acordo com o ambiente.
Desenvolve é a
vocalização, emite sons que são selecionados pelos pais, sendo reforçados, começa a imitar
Aos 6 meses compreende palavras familiares.
Aos 6 meses:
Atitude:
Simétrica.
Tono e reflexo:
Hipotonia fisiológica
Reflexos
profundos semelhantes ao adulto.
Reflexos
primitivos: Presentes: Preensão plantar, cutâneo plantar extensor. Desapareceram:
sucção, preensão palmar, moro, mão a boca.
Funções
Cerebrais superiores: (audição/linguagem/gnosias)
Atende pelo
nome, demonstra estranheza diante de desconhecidos, localiza o som
lateralmente, usa vogais associadas a consoantes (lalação) e produz sílabas
repetidas sem significado.
Equilibrio
estático: Senta com apoio, iniciando sem apoio.
Equilíbrio
dinamico: Muda de decúbito.
Coordenação
Apendicular: Retira pano do rosto, preensão voluntária.
The delay rate at 6 months and the association with psychosocial and environmental factors.
Tella, PC. Neurodevelopment assessment in a birth cohort,
the delay rate at 6 months and the association with psychosocial and
environmental factors. [Dissertation]. São Paulo: Faculty of Medicine,
University of São Paulo, in 2015.
This study is a subproject of Developmental Psychiatry
Institute entitled "New Tools in Child Development Understanding:
Gene-Environment Interaction and Connectivity Neuronal", funded by FAPESP
and approved by CAPPESQ with protocol number 0054/09.
It aims to characterize the neurological development
of children aged 6 to 8 months by the Bayley scale in a population-based
sample. It is expected, therefore, to estimate the prevalence of delay and the
identification of psychosocial and environmental risk factors. The first years
are particularly important in the life cycle, when is the rapid growth and
development of the brain, making it vulnerable to exposure to different
biological and psychosocial risk factors. Biological factors generally are
accompanied by psychosocial and environmental factors that increase its effect.
These adverse conditions are a risk factor and threat to child development. The
importance and the impact of delays in the development of the child’s future,
the earlier identified the delay development, the risk could be smaller. The
purpose of this thesis was to characterize the neurological development of
children 6-9 months ago through the Bayley scale in a population-based sample,
then estimate the prevalence of delay and identifying psychosocial and
environmental risk factors. A longitudinal epidemiological study of birth
cohort with three segments, the first interview with the pregnant woman, to
collect socioeconomic data and the psychiatric diagnoses interview, the second
meeting to check psychiatric diagnoses in the postpartum period, data of birth
and infant feeding. At last, on six months, implementation the Bayley Scale of
Development. Evaluated 368 infants, 15.4% children were classified as
significant delay in at least one of the areas, among them 10.87% had delayed
motor development, language delay total of 8.15% and 3.01 % of infants were
delayed cognitive. In analysis, found that cognitive development was the factor
with the largest association of maternal stress factors. Disorders, mood during
pregnancy, psychotic disorder and anxiety disorder in the postpartum period,
economic class, maternal education, teenage mother and smoking during pregnancy
were associated with delayed development even after adjusting for confounding factors.
It is concluded that, psychiatric disorders are predictors of delay in psychomotor
development at 6 months of age. This study shows the importance of screening to
identify possible developmental delays, for subsequent intervention programs to
prevent or minimize future hazards and allow the child to develop to their full
potential.
Keywords: development; risk factors; infants.
Patrícia Tella, M.D
patriciatella@gmail.com
O atraso no desenvolvimento aos 6 meses
Tella, PC. Avaliação do desenvolvimento
neuropsicomotor em uma coorte de nascimento, a frequência de atraso aos 6 meses
e a associação com fatores psicossociais
e ambientais. [Dissertação]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de
São Paulo, 2015.
O
presente estudo é um subprojeto do Instituto de Psiquiatria do Desenvolvimento intitulado “Novas Ferramentas
na Compreensão do Desenvolvimento Infantil: a Interação Gene-Ambiente e
Conectividade Neuronal”, financiado pela FAPESP e aprovado pela CAPPESQ com o
número de protocolo 0054/09.
Os
primeiros anos são particularmente importantes no ciclo vital, é rápido o
crescimento e desenvolvimento do cérebro, tornando-se vulnerável à exposição a diferentes fatores de
risco biológicos e psicossociais. Os
fatores biológicos, em geral, são acompanhados por fatores psicossociais e ambientais
que potencializam o seu efeito. Essas condições adversas são fatores de risco e
ameaça ao desenvolvimento infantil. Devido à importância e ao impacto dos
atrasos no desenvolvimento sobre o futuro da criança, quanto mais precocemente
forem identificadas as crianças de maior risco, menor o agravamento futuro. O
objetivo dessa dissertação foi caracterizar o desenvolvimento neuropsicomotor
de crianças de 6 a 9 meses através da Escala Bayley de Desenvolvimento, em uma
amostra de base populacional. Estimou-se a prevalência de atraso e a identificou
os fatores de risco psicossociais e ambientais associados. É um estudo
epidemiológico de coorte de nascimento longitudinal, com três seguimentos. A
primeira entrevista com a gestante, para coleta de dados socioeconômicos e a
entrevista para diagnósticos psiquiátricos, o segundo encontro para verificar
diagnósticos psiquiátricos no puerpério, dados de nascimento e alimentação do
lactente e por último aos 6 meses a aplicação da Escala Bayley. Avaliados 368 lactentes,
encontramos 15,4% das crianças classificadas com atraso significativo em pelo menos
um dos domínios, entre eles 10,87% tiveram atraso no desenvolvimento motor, com
déficit de linguagem o total de 8,15% e 3,01% dos lactentes apresentaram atraso
no desenvolvimento cognitivo aos 6 meses. Em analises constatou que o
desenvolvimento cognitivo foi o fator com maior associação a fatores de
estresse materno. Os transtornos, de humor durante a gestação, transtorno
psicótico e transtorno de ansiedade no puerpério, a classe econômica,
escolaridade materno, mãe adolescente e fumo durante a gestação, foram
associados ao atraso no desenvolvimento mesmo após ajustes
para fatores confundidores. Conclui-se que os transtornos psiquiátricos são
preditores de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 6 meses de idade.
Esse estudo mostra a importância da triagem para identificação de possíveis
atrasos no desenvolvimento, para consequentes programas de intervenção a fim de
evitar ou minimizar agravos futuros e possibilitar a criança desenvolver-se com
todo seu potencial.
Palavras-Chave:
desenvolvimento; fatores de risco; lactentes.
Patricia Tella, M.D.
contato: patriciatella@usp.br
terça-feira, 10 de novembro de 2015
Resposta Insula e conectividade durante atenção social e não-social em crianças com autismo
No nosso blog sobre Autismo - http://teautismo.blogspot.com/2015/11/literatura-interessante-para.html
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
Parto Normal x Cesariana
Folheto super interessante da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal sobre parto, vale muito a pena ler!!!
link:
http://fmcsv.org.br/pt-br/acervo-digital/Paginas/colecao-primeira-infancia-parto-folheto-3.aspx
link:
http://fmcsv.org.br/pt-br/acervo-digital/Paginas/colecao-primeira-infancia-parto-folheto-3.aspx
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Chá de gengibre, limão, hortelã, mel e canela.
Já falamos aqui sobre
os benefícios do chá verde, e hoje, vamos falar de um chá composto por
gengibre, limão, hortelã, mel e canela.
O Gengibre possui ação
bactericida, é desintoxicante e ainda melhora o desempenho do sistema
digestivo, respiratório e circulatório. O gengibre também é um reconhecido
alimento termogênico, capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de
gordura corporal. Um estudo recente, publicado no European Journal of
Nutrition, mostrou que o consumo de 2g/dia de gengibre em mulheres obesas levou
a perda de peso significativa e melhor perfil metabólico. Já o Limão,
é uma fonte rica em vitamina C, reduz os radicais livres, além de controlar
o PH sanguíneo. A Hortelã tem ação digestiva e
é rica em vitaminas e minerais. O Mel possui
ação anti-séptica e auxilia o funcionamento intestinal, e por essa razão,
sua inclusão em pequenas quantidades na dieta pode ser benéfica. A Canela é uma
boa fonte de ferro, de cálcio, fibras e de manganês, além de ser um potente
antioxidante. A canela também pode ser um coadjuvante no combate a compulsão
por doces .
Aproveite seu chá!
Verônica Euclydes Colovati
Nutricionista CRN 29039
Nutricionista CRN 29039
Mestre em Nutrição Humana Aplicada-USP
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)
É um transtorno neurobiológico, de
causas genéticas, tem inicio na infância e frequentemente acompanha o indivíduo
por toda a sua vida. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e
impulsividade.
TDAH na infância em geral se associa a dificuldades:
- Na escola, nos relacionamentos com
outras crianças, pais e professores.
- Essas crianças são tidas como
"avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente
"estabanadas".
- Os meninos normalmente apresentam mais
sintomas de hiperatividade e impulsividade, mas meninos e meninas são
desatentos.
- Crianças e adolescentes com TDAH
podem apresentar outros problemas de comportamento, como por exemplo,
dificuldades com regras e limites.
Em adultos:
- Ocorrem problemas de desatenção, tanto
para coisas do cotidiano, quanto no trabalho.
- Geralmente são muito esquecidos, inquietos,
mudam de assunto e atividade frequentemente e impulsivos.
Uma vez li um artigo explicando o
TDAH de uma forma bem simples e didática:
TDAH é como se fossem filtros quebrados.
Vamos dizer que não tem o TDAH, tivessem uma espécie de filtro, onde 99%
de coisas irrelevante que acontecem atravessam sua mente, e elas simplesmente
as excluem antes que se tornem conscientes disso.
Vamos supor, que a sua área de trabalho mental é como um enorme quadro
branco, pronto para realizar e organizar informações úteis.
As pessoas com TDAH, não têm tal luxo de descarte. Então, a pessoa com
TDAH está no meio de uma tarefa mental importante, assim ela precisaria secretar
as informações necessárias e várias outras deveriam ser descartadas, nessa
analogia com o quadro branco, é como se cada coisa que passa a sua frente é
escrito diretamente no quadro branco, e em negrito, sublinhado em letras
vermelhas, não importa o que é, e não importa se há utilidade ou não, além
disso, é como se essas informações que não são uteis naquele momento chamassem
mais atenção. E isso acontece o tempo todo, e é como se eles precisassem
examinar cada pensamento e sua relevância, e tentam desesperadamente lembrar o
que era o seu pensamento inicia e o que é importante para a realização dessa tarefa.
Mas para isso existem tratamentos com psicólogos e psiquiatras, é importante procurar profissionais especialista no assunto,
E pra finalizar, vou tentar ajudar
com algumas regrinhas básicas para os pais e cuidadores
- Reforçar o que há de melhor na criança. (Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais).
- Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo.
- Aprender a controlar a própria impaciência.
- Estabeleça regras e limites dentro de casa.
- Não cobre resultados, cobre empenho.
- Seja claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
- Não exigir mais do que a criança pode dar, lembrem-se de considerar a idade.
- Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
- Organizar e arrumar o ambiente, como um meio de otimizar as chances para sucesso.
- O local de estudos não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres.
- Tentar não prolongar muito atividades que requerem muita concentração, por exemplo intercalando-a com outras coisas agradáveis.
- É importante sempre que os pais mantenham seus filhos motivados, pacientes e persistentes.
PPor Patrícia Constantino de Tella.
ccontato patriciatella@usp.br
terça-feira, 5 de maio de 2015
Desenvolvimento Infantil: a importância da avaliação e estimulação precoce.
Por sigilo burocrático, ainda não
podemos divulgar resultados das nossas dissertações de mestrado, mas assim que
possível publicarei aqui com imenso prazer.
Nossa pesquisa feita em no
Hospital das Clínicas da USP, em parceria com a Psiquiatria e a Pediatria,
acompanhamos 900 famílias, quando as mães estavam gestantes até os 3 anos de
vida das crianças, com visitas periódicas a cada 3 ou 6 meses, avaliando questões
psiquiátricas da família, situação socioeconômica, fatores estressores
familiares, violência doméstica, dependência e abuso de substâncias,
cuidados alimentares e histórico de saúde. Além de fatores biológicos e o
ambiente em que a família vivia.
Como ainda não podemos publicar nenhum
dado, achei interessante pelo menos alertar a importância da
observação do desenvolvimento infantil. Já que meu trabalho é sobre atraso no
desenvolvimento infantil e o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos.
Pergunto à mães, professoras e todos os
cuidadores dessas crianças. Não escapam os pediatras, médicos de família e
enfermeiras, vocês sabem realmente identificar os fatores de risco para um
possível atraso no desenvolvimento ou um desenvolvimento de um transtorno
psiquiátrico? Parece fácil a identificação, mas não é, ela necessita de
profissionais especializados para o rastreio, por isso peço atenção, é preciso
ter cautela e cuidado, principalmente nos 3 primeiros anos de vida.
Os
primeiros anos de vida são extremamente importantes, nessa fase é rápido o
crescimento e desenvolvimento do cérebro, determinando aspectos para o
desenvolvimento, tonando-se vulnerável à exposição a diferentes fatores de
risco.
O aumento de crianças com atraso do
desenvolvimento (sobrevida de prematuros extremos, diminuição da mortalidade
infantil), há evidências de quanto mais precoce o diagnóstico, e a intervenção,
menor será o impacto na vida da criança.
Devido à importância e o impacto dos
atrasos no desenvolvimento, é fundamental a identificação precoce, é necessário
que a avaliação seja de forma minuciosa e cautelosa, principalmente durante os
primeiros anos de vida, quando o desenvolvimento é dinâmico e o impacto dos
atrasos é mais importante.
Os fatores de risco relacionados ao
atraso no desenvolvimento não são eventos isolados, mas resultantes da
combinação de múltiplos fatores causais associados
ao agravo de doenças futuras, justificando assim, a importância de
acompanhamento precoce e adequado á população mais suscetível.
Essas ilustrações são
apenas linhas de base, como avaliação padrão do DNPM (desenvomvimento
neuropsicomotor), normalmente feita em consultas periódicas feitas pelo
pediatra. Essa avaliação é fundamental, mas para verificação de suspeitas de
atraso é necessário à procura de um profissional especializado para avaliação mais
complexa e minuciosa.
Ilustrações retiradas do artigo Rotta e Fleming (2004)
Nessa
pesquisa teve participação de outros pesquisadores, além da participação dos
nossos orientadores, Professores Doutores renomados, que admiramos muito. Cada um
com um tema diferente e de extrema relevância tanto para comunidade cientifica,
profissionais da saúde e toda população.
A
psicóloga Mariana Cintra, do nosso Instituto, também irá publicar mais detalhes assim
que possível. Só para adiantar, a dissertação dela é sobre o Transtorno
Psicótico no puerpério.
Por
Patrícia Constantino de Tella
patriciatella@usp.br
Bolo de Amendoim light
Segue receita de bolo de amendoim:Bolo de farinha de amendoim!
Ótima opção para um lanche, rico em proteínas!
2 xícaras de amendoim torrado triturado
5 ovos
4 colheres de leite de coco
5 colheres de açúcar mascavo
1 colher de fermento em pó!!
Rende aproximadamente 15 porções!!!
Por Verônica Euclydes
O Café
Um alimemto cheio de cultura impregnada!O café participou, até mesmo como protagonista, na história econômica do nosso país. Alguns autores registram seu consumo no país desde o ano de 1727. Por quase 1 século, o café foi a grande riqueza brasileira e desde então se tornou indissociável na cultura alimentar no país...Além disso, é uma importante fonte de antioxidantes. Um estudo recente publicado em maio deste ano, na American Journals Clinical Nutrition, mostrou que o consumo de habitual de café está associado a um risco menor de mortalidade por doença cardiovascular, cerebrovascular e respiratória.
Mas, nem por isso está liberado sem moderação, né? Também possui alguns fatores antinutricionais, tais como fitatos e taninos. Por isso é interessante dar um pequeno intervalo para ingerir após as refeições principais.Por Veronica Euclydes
segunda-feira, 6 de abril de 2015
Mudança
Há algum tempo tenho
pensado em escrever sobre “mudanças”. Esse tema me vem à cabeça sempre, até
porque, é muito constante no consultório chegar pacientes com perspectiva de
alguma mudança em suas vidas.
Pais desejando um
comportamento mais adequado aos filhos, casais esperando conseguir um melhor
convívio, pessoas querendo superar a ansiedade ou a depressão, a busca
incansável por um corpo melhor, a tentativa de mudanças de hábitos de vida para
sua saúde ou simplesmente por queixa não identificada, são exemplos de mudanças
usuais que pessoas buscam em suas vidas.
O que todas essas
pessoas têm em comum? A grande dificuldade de mudar...
E essa dificuldade está
relacionada a todo sacrifício, tempo e tolerância exigidos, assim como aos
inevitáveis erros, acertos e desafios ao longo desse caminho.
As pessoas se tornem resitentes à mudança, é da
ordem do desconhecido. Muitas vezes necessária, porém gera um desconforto muito
grande, pois não se sabe ao certo o que vai acontecer. Isso provoca ansiedade e
muitas vezes a pessoa resiste, o que erroneamente, traz a idéia de conforto.
Para o Analista do
Comportamento, a resistência à mudança indica como as contingências se operam
em relação à pessoa, ou seja, qual a conseqüência daquele comportamento em
relação a sua vida. Exemplos práticos são de pessoas que chegam ao consultório
queixando-se que querem emagrecer. No caso, a comida tem todo um comportamento
social, é um reforço imediato e ainda tem fatores biológicos envolvidos para a
pessoa querer consumir mais aquele alimento que ela não deseja mais.
A contingência é a
formula que a análise do comportamento se utiliza para estudar e entender como
certos comportamentos foram formados e como eles se mantêm atualmente.
A Análise do
Comportamento é uma área de investigação conceitual, empírica e aplicada do
comportamento. Busca predizê-lo e compreendê-lo, bem como os seus
determinantes. Ela procura entender o ser humano em sua interação com o meio.
Ao falar de Análise do
Comportamento, deve-se falar também de B. F. Skinner (1904-1990), um importante
pesquisador que influenciou sobremaneira a forma como hoje vemos o
behaviorismo. Skinner acreditava que o comportamento humano, por mais complexo
que fosse, podia sim ser estudado cientificamente, e mostrou em seus estudos
que é possível, e plausível, a união de uma ciência do comportamento com
fenômenos complexos e subjetivos ao ser humano, como a emoção.
Quando um tipo de
comportamento opera sobre o ambiente e é afetado por suas modificações em que
sua maior fonte de controle encontra-se nos estímulos conseqüentes, recebe o
nome de comportamento operante. O tipo de conseqüência que altera a
probabilidade do comportamento acontecer é o reforço. Toda a história de
reforçamento de um indivíduo influencia na sua aprendizagem e é essa
aprendizagem que o fará associar eventos passados de sua vida com situações
atuais que desencadearão classes de respostas emocionais. (Skinner, 1974)
Por Patrícia Constantino de Tella
e Mariana Vieira Cintra
Dúvidas/ comentários: patriciatella@gmail.com
Preconceito
Resolvi escrever sobre esse tema, pois há tempos venho observando na minha prática
clínica queixas de pessoas que sofreram e que passaram por algum tipo de
discriminação, insulto e o quanto isso afetou a autoestima e a maneira delas de se
posicionarem socialmente.
Estamos o tempo todo ouvindo na TV e nos outros meios de comunicação, relatos,
acompanhados de indignação por grande parte da população, e verificando graves
consequências na vida de quem passou por isso.
A princípio, e talvez mais frequente pelo menos no que tenho observado, conversando
com colegas e amigos, é a queixa de pessoas que estão fisicamente fora dos padrões
considerados ideais pela nossa sociedade atual. O Obeso, o idoso, o portador de
necessidades especiais, o negro, o menos favorecido socialmente, aquele que por uma
razão ou outra é mais fechado, menos comunicativo e por aí vai. Todos que de alguma
forma, não correspondem ao ideal de ser humano nos padrões estabelecidos pela nossa
cultura, dignos de acrescentar algo bom e de ter sucesso.
Para ter sucesso, ser bem aceito no trabalho, nos relacionamentos interpessoais, um
primeiro aspecto super valorizado é a aparência. A inteligência, a simpatia, o jogo de
cintura, a habilidade em lidar com o outro, a capacidade de produção, de se relacionar,
aparecem depois. Mas pra isso, a pessoa também precisa acredita em si mesma, no seu
potencial e aguardar o momento certo de se reconhecido.
Enquanto isso não acontece, para algumas pessoas, fica difícil enfrentar o mundo de
cabeça erguida e ignorar na maioria das vezes os insultos e a discriminação por ela
sofridos.
Eu como psicóloga, acredito muito no poder da palavra. A palavra dita de modo suave
ou firme, com tom agressivo ou acolhedor, fazem muita diferença na vida daquele para
o qual a palavra é direcionada.
Mas não é só de palavras que uma comunicação é estabelecida. O olhar, também diz
muito. Todos sabemos disso. Tanto é que às vezes alguém diz algo, mas a maneira de
olhar e de se posicionar é outra, e aí fica uma dúvida. Um incômodo começa a fazer
parte dos pensamentos daquela pessoa, que recebeu a informação, e isso pode começar a
afetar suas atitudes, e sentimentos novos de desconfiança e menos valia começam a
fazer parte da vida, claro, se a comunicação passar a ser feita de modo desrespeitoso,
depreciativo.
Não são todos que conseguem retrucar, se posicionar. Ainda mais se tratando de uma
ofensa em que a pessoa realmente acredita que ela se encaixa perfeitamente naquele
lugar.
É muito comum, as pessoas dizerem que são sinceras e verdadeiras o tempo todo e se o
outro não dá conta problema dele. Será que sinceridade e verdade tem a ver com isso?
Será que não existe outra forma de dizer o que se pensa? O outro pediu sua opinião? Ele
quis saber o que você pensa sobre ele?
Existem casos em que sim, a opinião do outro foi solicitada, e geralmente isso é feito
para alguém em quem se confia. Ok. Quem pergunta está sujeito mesmo a ouvir coisas
que não quer. Mas e quem não pergunta e leva um “tóim” de surpresa? Ainda mais se
referindo à sua pessoa?
Imagine uma somatória de situações como essas acontecendo frequentemente na vida de
alguém. Podemos considerar até um processo iniciado já na infância, pelos pais,
professores e colegas. Qual será o resultado? Pessoas infelizes, com baixa autoestima,
depressivas, ansiosas e por aí vai.
Não posso escrever aqui tudo o que penso sobre o assunto, pois ficaria muito extenso e
não é minha intenção. O que pretendo aqui é deixar um recado para que as pessoas
pensem um pouco sobre essa questão . Sempre a opinião é muito importante.
Por Mariana Vieira Cintra
clínica queixas de pessoas que sofreram e que passaram por algum tipo de
discriminação, insulto e o quanto isso afetou a autoestima e a maneira delas de se
posicionarem socialmente.
Estamos o tempo todo ouvindo na TV e nos outros meios de comunicação, relatos,
acompanhados de indignação por grande parte da população, e verificando graves
consequências na vida de quem passou por isso.
A princípio, e talvez mais frequente pelo menos no que tenho observado, conversando
com colegas e amigos, é a queixa de pessoas que estão fisicamente fora dos padrões
considerados ideais pela nossa sociedade atual. O Obeso, o idoso, o portador de
necessidades especiais, o negro, o menos favorecido socialmente, aquele que por uma
razão ou outra é mais fechado, menos comunicativo e por aí vai. Todos que de alguma
forma, não correspondem ao ideal de ser humano nos padrões estabelecidos pela nossa
cultura, dignos de acrescentar algo bom e de ter sucesso.
Para ter sucesso, ser bem aceito no trabalho, nos relacionamentos interpessoais, um
primeiro aspecto super valorizado é a aparência. A inteligência, a simpatia, o jogo de
cintura, a habilidade em lidar com o outro, a capacidade de produção, de se relacionar,
aparecem depois. Mas pra isso, a pessoa também precisa acredita em si mesma, no seu
potencial e aguardar o momento certo de se reconhecido.
Enquanto isso não acontece, para algumas pessoas, fica difícil enfrentar o mundo de
cabeça erguida e ignorar na maioria das vezes os insultos e a discriminação por ela
sofridos.
Eu como psicóloga, acredito muito no poder da palavra. A palavra dita de modo suave
ou firme, com tom agressivo ou acolhedor, fazem muita diferença na vida daquele para
o qual a palavra é direcionada.
Mas não é só de palavras que uma comunicação é estabelecida. O olhar, também diz
muito. Todos sabemos disso. Tanto é que às vezes alguém diz algo, mas a maneira de
olhar e de se posicionar é outra, e aí fica uma dúvida. Um incômodo começa a fazer
parte dos pensamentos daquela pessoa, que recebeu a informação, e isso pode começar a
afetar suas atitudes, e sentimentos novos de desconfiança e menos valia começam a
fazer parte da vida, claro, se a comunicação passar a ser feita de modo desrespeitoso,
depreciativo.
Não são todos que conseguem retrucar, se posicionar. Ainda mais se tratando de uma
ofensa em que a pessoa realmente acredita que ela se encaixa perfeitamente naquele
lugar.
É muito comum, as pessoas dizerem que são sinceras e verdadeiras o tempo todo e se o
outro não dá conta problema dele. Será que sinceridade e verdade tem a ver com isso?
Será que não existe outra forma de dizer o que se pensa? O outro pediu sua opinião? Ele
quis saber o que você pensa sobre ele?
Existem casos em que sim, a opinião do outro foi solicitada, e geralmente isso é feito
para alguém em quem se confia. Ok. Quem pergunta está sujeito mesmo a ouvir coisas
que não quer. Mas e quem não pergunta e leva um “tóim” de surpresa? Ainda mais se
referindo à sua pessoa?
Imagine uma somatória de situações como essas acontecendo frequentemente na vida de
alguém. Podemos considerar até um processo iniciado já na infância, pelos pais,
professores e colegas. Qual será o resultado? Pessoas infelizes, com baixa autoestima,
depressivas, ansiosas e por aí vai.
Não posso escrever aqui tudo o que penso sobre o assunto, pois ficaria muito extenso e
não é minha intenção. O que pretendo aqui é deixar um recado para que as pessoas
pensem um pouco sobre essa questão . Sempre a opinião é muito importante.
Por Mariana Vieira Cintra
O Amor
“Afeição profunda a outrem, a ponto
de estabelecer um vínculo afetivo intenso, capaz de doações próprias, até o
sacrifício. Dedicação extrema e carinhosa. Sentimento profundo e
calorosode atração que um sexo experimenta pelo outro. Apego. Carinho;
ternura. Cuidado; zêlo. Fig. Pessoa amada, ser amado.
s.m.pl.(os) Relações amorosas; namoro.”
Para a ciência, o amor é um
complexo fenômeno neurobiológico, baseado em atividades cerebrais, que incluem
principalmente certas moléculas, denominadas de hormônios. Esse nome é de
origem grega, significando “incitar”, exatamente porque os hormônios têm a
função de levar mensagens químicas, coordenando as atividades de diferentes
células em organismos multicelulares.
"O que é o Amor se não outro
nome para reforçamento positivo?" “Eu o amo” significa “Você me dá
prazer ou me faz sentir-me bem”. Mas, as contingências responsáveis
pelo que é sentido devem ser mais analisadas. Skinner
“Cães amam seus amigos e mordem
seus inimigos, bem diferente das pessoas, que são incapazes de sentir amor puro
e têm sempre que misturar amor e ódio em suas relações” Freud
“Na minha memória - tão congestionada
- e no meu coração - tão cheio de marcas e poços - você ocupa um dos lugares
mais bonitos.” Caio Abreu
"Não saber explicar o que se
sente por quem você quer todo momento, é amar." Fernando Pessoa.
E para Platão, “o amor é a
busca da beleza, da elevação em todos os níveis, o que não exclui a dimensão do
corpo.”
Como é difícil falar de amor né?
É muito comum pacientes perguntando
"Será que ele (a) me ama?", "Ele (a) não me ama/demonstra assim
como eu"... Como o amor é subjetivo né? E por isso não mensurável...
As experiências são totalmente
individuais, os sentimentos podem ser os mesmos, porém
distintos... Distintos na maneira de vivenciar, distintos no jeito de
demonstrar...
Nascemos amando ou aprendemos a amar?
O que aprendemos sobre o que é o amor? Como isso foi nos passado pelos
pais/cuidadores? Acho que isso pode explicar muito do que somos hoje e de como
demonstramos nossos sentimentos.
Alguns sentem-se tristes e choram,
outros se calam e assim vai... Com o amor também é ser assim...
Por Patricia Constantino de Tella
Dúvidas, Comentários: patriciatella@usp.br
quarta-feira, 25 de março de 2015
Desatentos: Estratégia para Sala de Aula
Uma psiquiatra, colega de trabalho enviou e achei interessante repassar pra vocês!!! Vale a pena!!!
https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/u/0/?ui=2&ik=cf72ecddb9&view=att&th=14c4d5c044c78c0a&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P_HTYls4EgWe5OpuqWH3GHP&sadet=1427311251718&sadat=ANGjdJ9SFYpW5A8Sj45POxfr2ujJD76RC_6FS4oqxJl4ddq6TTkF5vrTnHank_c&sads=umds4QySFHcQotCgWk15LzOKMI4
Se tiverem dificuldade para abrir o link me avisem!!!
Beijos
Patrícia Constantino de Tella
email: patriciatella@usp.br
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Se tiverem dificuldade para abrir o link me avisem!!!
Beijos
Patrícia Constantino de Tella
email: patriciatella@usp.br
terça-feira, 10 de março de 2015
Querem saber uma fofoca?
Com o mundo rápido da internet, a epidemia virtual incontornável, um simples clique e tudo torna-se público e possível...
Vídeos constrangedores de pessoas como você que cometeram erros em público, deixaram-se enganar por confiar demais ou simplesmente se tornaram vítima de boatos, se espalham em uma velocidade inimaginável, de forma incontrolável e instantânea, passam a ser duramente e, muitas vezes, injustiçadamente julgadas por parte significativa da população... Não esquecendo que, em alguns casos, tudo não passa de uma invenção mal intencionada...
Fiquei pensando muito em quanto esse título seria atrativo, pelo apetite insaciável de saber alguma coisinha... Tenho vários questionamentos... Qual a repercussão disso? Qual o tamanho da atração isso tem?
Reality Show, instagram, vídeos caseiros, fotos... Enfim, fiquei refletindo: O que satisfaz tanto os telespectadores? Qual é a satisfação em poder dar aquela olhadinha na "vida" do vizinho? E coloquei vida entre aspas, porque, na maioria dos casos, o que vemos não representa o que realmente é a vida desta(s) pessoa(s). Espiar e observar, mesmo que pouco, e sentir-se satisfeito por sua imaginação!!
Ressalto aqui que não me refiro apenas às desgraças alheias (que com certeza chamam muita atenção). Também acredito que muitos se sentem satisfeitos por verem a felicidade e sucesso de terceiros, imaginando e se vangloriando por histórias que não as suas...
Como é engraçado pensar que as vezes achamos que conhecemos alguém simplesmente por ver fotos, cenas, frases ou mesmo por ouvir estória(s) contada(s) por terceiros, sem ao menos saber a verdadeira história de vida desta pessoa. Observar atos, momentos, fotos, vídeos e julgar como se tivesse o entendimento e conhecimento integral da situação virou algo usual. Não que julgar seja totalmente errado, mas será que se fossemos mais esclarecidos e cientes de que aquela "verdade" talvez seja só nossa, as coisas não seriam mais fáceis? Pois mesmo aquilo que vivemos ao lado de alguém, muitas vezes, pode ter interpretações distintas por aqueles que vivenciaram a mesma coisa. As experiências são totalmente individuais...
Ao receber vídeos e fofocas de pessoas que nunca vimos e observar a repercussão instantânea de momentos que tenho certeza que muitos gostariam de apagar de suas vidas, fico imaginando o quão sério isto é e o quanto pode prejudicar a vida dessas pessoas que passaram por esses tipos de situações...
Um dia estava assistindo um filme e nele veio uma mensagem que achei muito interessante:
Uma moça foi até um padre confessar pois queria ser perdoada por uma fofoca, já que ela tinha se arrependido muito e sentia-se muito culpada por ter gerado tanto sofrimento a uma pessoa. Pois então o padre pediu a moça: "eu a perdoo, mas antes vá até o telhado de sua casa com um travesseiro e uma faca e corte esse travesseiro. Depois volte aqui para me dizer o que aconteceu". Essa moça, muito fiel a sua religião, fez o que o padre pediu e voltou para a igreja. Ao encontrar o padre ela o perguntou se agora ela estava perdoada. O padre então perguntou à moça "antes quero saber o que aconteceu quando você rasgou o travesseiro como pedi" e ela disse que o travesseiro havia rasgado e penas tinham voado por todos os lados. Então o padre disse "para te perdoar, preciso que a senhora pegue cada pena". A mulher indignada com o pedido do padre disse "mas padre, isso seria impossível, o vento as levou para todo canto, não conseguirei achar todas" e ele respondeu "assim acontece com a fofoca..." (é importantes as vezes demonstrar de uma forma mais concreta para podermos ter mais clareza das conseqüências - e não precisa ser católico ou religioso para entender essa parábola né?!)
Mas enfim...acho que nem mesmo todo o entendimento do mundo faria extinguir esse vício, mas talvez ajudaria a ter mais cautela nos julgamentos.
Lembrem-se: somos humanos e ainda cometeremos muitos erros enquanto estivermos vivos. Assim, não podemos esquecer que também poderemos ser alvo de julgamentos vazios e precipitados...
Até o próximo clique, o próximo erro alheio, o próximo post, a próxima fofoca...
Por Patricia Constantino de Tella
contato patriciatella@usp.br
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
Ansiedade
Quem nunca ouviu falar
ou nunca sentiu ansiedade ao longo da vida? Pois é, acredito que todo mundo.
Além do que, o termo ansiedade está cada vez mais presente e sendo cada mais
comentado pelas pessoas, nas rodas de conversa, como um sentimento ruim, que
causa incômodo dependendo da intensidade e da frequência em que é sentida.
É possível viver sem
ansiedade? Não, não é possível viver sem ansiedade, mesmo porquê existe nela um
aspecto importante para todos nós, que é o sentimento que nos move e nos
permite uma preparação melhor para o enfrentamento de novas situações que a
vida nos impõe, pois sabemos que estamos diante de um desafio e que queremos
vencê-lo. Neste caso, a ansiedade torna-se nossa aliada.
O que percebe-se hoje,
é que em função do grande número de informações e de exigências que o mundo
competitivo nos oferece, ela é sentida com maior frequência. Dependendo do grau
em que a ansiedade é vivenciada, ela pode ao invés de impulsionar a pessoa para
a ação, fazer com que ela se sinta paralisada, atrapalhando e muito a pessoa de
se desenvolver e ter atitudes mais positivas diante de seus problemas e
dificuldades.
Quando a ansiedade começa a atrapalhar o curso
natural da vida de uma pessoa, ela precisa ser cuidada.
Uma mistura de sentimentos e sensações que
vivenciamos no dia-a-dia, relacionadas à expectativa de realizar uma tarefa, de
conquistar alguma coisa que consideramos importante para nossa existência, onde
muitas vezes não se sabe exatamente o que é e como fazer, pode interferir de modo
negativo provocando novas sensações e sentimentos desconfortáveis, virando uma “bola
de neve”. Esse sentimento “ruim” acaba ganhando força e daí o problema está
instalado.
Idéias catastróficas
começam a ganhar força, o sentimento de impotência, perda da confiança em si
mesmo, medo de enfrentar o mundo e as pessoas, acompanhado de sensações físicas
como taquicardia, sudorese, desconforto abdominal, dando a sensação de que vai
morrer! Nossa, quanto sofrimento... mas isso tudo pode ser elaborado, aliviado
com a ajuda de um psicólogo, um psiquiatra e outros profissionais em conjunto
conforme cada caso em particular. O importante é saber que sempre existe uma
maneira de se reorganizar e ter uma vida melhor, com mais qualidade. Pedir
ajuda não é sinal de fraqueza, e sim um gesto de coragem e vontade de sair da
situação que tem trazido tanto sofrimento para vida.
O IMD – Instituto Multidisplinar do Desenvolvimento, busca oferecer
junto aos seus pacientes, recursos seguros e eficientes para amenizar esse
sofrimento tão presente e incômodo do nosso século atual.
Por Mariana Cintra
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
DIETA, MICROBIOTA E DEPRESSÃO
As últimas décadas foram de intensa importância para o avanço das ciências da saúde.
E nesse sentido, o intestino passou a atrair uma atenção especial: é através dele que os nutrientes ingeridos pela dieta são absorvidos para todo organismo. Acredito que todo mundo já ouviu falar que nosso intestino é colonizado por microrganismos mas, foi nestes últimos anos que esses organismos vivos passaram a ter um papel conhecido no processo saúde-doença. A diabetes mellitus, a obesidade e doenças cardiovasculares já foram associadas com a colonização microbiana do intestino, porém o foco hoje será dado a uma doença mental cada vez mais comum, a depressão.
Tradicionalmente, a depressão tem sido associada a causas psicológicas e biológicas, e um tremendo progresso tem sido observado no conhecimento do eixo intestino-cérebro.
Estudos com roedores criados em ambiente livre de germes, tem apontado a microbiota intestinal como fator de influencia no desenvolvimento do comportamento emocional,stress, modulação da dor e nos sistemas de neurotransmissores no cérebro.
O reconhecimento de que a microbiota intestinal interage de forma bidirecional com outros fatores de risco ambientais, como dieta e estresse, sugere a importância de intervenções dietéticas voltadas para a microbiota do intestino para a prevenção e tratamento de doenças de saúde mental comuns.
Procure um profissional especializado para auxiliar na modulação de sua microbiota intestinal através da sua alimentação.
Por: Verônica Euclydes
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Chá verde Emagrece?
Um recente trabalho de revisão, que envolveu 154 estudos com pessoas que consumiram chá verde ou extrato de chá verde, por no mínimo 12 semanas, mostrou que estes indivíduos tiveram uma redução de % de gordura muito tênue,sem relevância clínica. Porém, outro estudo recente mostrou que, o consumo do chá verde pode reduzir a adipogênese (aumento das células de gordura). Além disso, o chá verde é rico em compostos bioativos, como a epigalocatequina, um poderoso antioxidante e também possui ação fungicida, importante para pessoas mais suscetíveis à candidíase.
Obs.: Tenham atenção redobrada quanto aos alimentos industrializados que alegam os benefícios do chá verde no produto, porém com ingredientes altamente processados acrescidos de inúmeros aditivos químicos.
Por Veronica Euclydes
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A Felicidade
Há algum tempo venho pensando em escrever sobre este assunto.
Não por acaso claro, já que vejo muitas pessoas se perguntando sobre o tema e é
muito comum receber no consultório queixas de infelicidade e insegurança...
Assim, fiquei refletindo sobre o que poderíamos chamar de FELICIDADE... Algo diferente do que encontramos em revistas, corpos perfeitos, viagens ou luxo...
E depois de muita reflexão, penso que felicidade não está, necessariamente, ligada a uma vida abstente de problemas, ausência de coisas que possam nos aborrecer ou causar dor...
Assim, fiquei refletindo sobre o que poderíamos chamar de FELICIDADE... Algo diferente do que encontramos em revistas, corpos perfeitos, viagens ou luxo...
E depois de muita reflexão, penso que felicidade não está, necessariamente, ligada a uma vida abstente de problemas, ausência de coisas que possam nos aborrecer ou causar dor...
Felicidade está relacionada à
sabermos enfrentar os obstáculos e problemas, mesmo que fracassando em alguns
momentos, e saber tirar proveito da experiência.
Skinner disse “um fracasso não é sempre um erro,
ele pode ser simplesmente o melhor que se pode fazer, dadas as circunstâncias.
O verdadeiro erro é parar de tentar.”
O
sofrimento as vezes é inevitável. Errar também é, mas aprender e seguir em
frente é uma escolha que você tem e ser seguro das atitudes que precisamos
tomar diante da vida precisa de autoconhecimento e muita segurança em si mesmo.
Será que assim há felicidade?
Também penso que a felicidade pode ser um sentimento
singular, que independente de outras pessoas ou de bens materiais, mas
apenas de nós mesmos. Isso, é claro, não se esquecendo que temos fatores
químicos, biológicos envolvidos nos nossos sentimento... Posso discorrer sobre
isso futuramente, hoje será uma breve reflexão de como poderíamos conseguir ter
a felicidade plena.
"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só
poderão ser resolvidos se melhorarmos nossa compreensão do comportamento
humano" (Skinner, 1974, p.8)
É aí que entra a terapia, consciência do nosso ambiente (das
pessoas, das situações e de nós mesmos, compreensão de nossos sentimentos)
para, assim, conseguir de maneira confiante a conquista de uma vida mais
constante e harmônica.
"O auto-conhecimento tem um valor especial para o
próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma’, por meio
de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar
seu próprio comportamento." (Skinner, 1974, p.31)
Por Patrícia
Constantino de Tella
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
ACABE COM SUA DOR NO PILATES
O Pilates é atualmente um dos métodos mais procurados por aqueles indivíduos que querem cuidar do corpo, da postura e da própria consciência corporal, mas muitos nao sabem que o pilates tem também excelentes resultados para a reabilitação.Problemas como dores crônicas, hernias de disco,disfunções ortopédicas (joelho e quadril), desordens neurológicas (mal de Parkinson, esclerose múltipla) e desalinhamentos posturais, estes sao alguns dos exemplos de patologias que reabitamos no espaço cyclum através do pilatesOferecemos sessões individuais e em dupla, com fisioterapeutas que possuem amplo conhecimento da técnica e patologia, proporcionando ao cliente saúde e bem estar através do método e atendimento personalizado.
Por Marcela Jorge (fisioterapeuta)
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