segunda-feira, 6 de abril de 2015

Mudança


Há algum tempo tenho pensado em escrever sobre “mudanças”. Esse tema me vem à cabeça sempre, até porque, é muito constante no consultório chegar pacientes com perspectiva de alguma mudança em suas vidas.
Pais desejando um comportamento mais adequado aos filhos, casais esperando conseguir um melhor convívio, pessoas querendo superar a ansiedade ou a depressão, a busca incansável por um corpo melhor, a tentativa de mudanças de hábitos de vida para sua saúde ou simplesmente por queixa não identificada, são exemplos de mudanças usuais que pessoas buscam em suas vidas.
O que todas essas pessoas têm em comum? A grande dificuldade de mudar...
E essa dificuldade está relacionada a todo sacrifício, tempo e tolerância exigidos, assim como aos inevitáveis erros, acertos e desafios ao longo desse caminho.
As pessoas se tornem resitentes à mudança, é da ordem do desconhecido. Muitas vezes necessária, porém gera um desconforto muito grande, pois não se sabe ao certo o que vai acontecer. Isso provoca ansiedade e muitas vezes a pessoa resiste, o que erroneamente, traz a idéia de conforto.
Para o Analista do Comportamento, a resistência à mudança indica como as contingências se operam em relação à pessoa, ou seja, qual a conseqüência daquele comportamento em relação a sua vida. Exemplos práticos são de pessoas que chegam ao consultório queixando-se que querem emagrecer. No caso, a comida tem todo um comportamento social, é um reforço imediato e ainda tem fatores biológicos envolvidos para a pessoa querer consumir mais aquele alimento que ela não deseja mais. 
A contingência é a formula que a análise do comportamento se utiliza para estudar e entender como certos comportamentos foram formados e como eles se mantêm atualmente. 
A Análise do Comportamento é uma área de investigação conceitual, empírica e aplicada do comportamento. Busca predizê-lo e compreendê-lo, bem como os seus determinantes. Ela procura entender o ser humano em sua interação com o meio.
Ao falar de Análise do Comportamento, deve-se falar também de B. F. Skinner (1904-1990), um importante pesquisador que influenciou sobremaneira a forma como hoje vemos o behaviorismo. Skinner acreditava que o comportamento humano, por mais complexo que fosse, podia sim ser estudado cientificamente, e mostrou em seus estudos que é possível, e plausível, a união de uma ciência do comportamento com fenômenos complexos e subjetivos ao ser humano, como a emoção.
Quando um tipo de comportamento opera sobre o ambiente e é afetado por suas modificações em que sua maior fonte de controle encontra-se nos estímulos conseqüentes, recebe o nome de comportamento operante. O tipo de conseqüência que altera a probabilidade do comportamento acontecer é o reforço. Toda a história de reforçamento de um indivíduo influencia na sua aprendizagem e é essa aprendizagem que o fará associar eventos passados de sua vida com situações atuais que desencadearão classes de respostas emocionais. (Skinner, 1974)


 Por Patrícia Constantino de Tella e Mariana Vieira Cintra

Dúvidas/ comentários: patriciatella@gmail.com

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