Uma psiquiatra, colega de trabalho enviou e achei interessante repassar pra vocês!!! Vale a pena!!!
https://mail-attachment.googleusercontent.com/attachment/u/0/?ui=2&ik=cf72ecddb9&view=att&th=14c4d5c044c78c0a&attid=0.1&disp=inline&safe=1&zw&saduie=AG9B_P_HTYls4EgWe5OpuqWH3GHP&sadet=1427311251718&sadat=ANGjdJ9SFYpW5A8Sj45POxfr2ujJD76RC_6FS4oqxJl4ddq6TTkF5vrTnHank_c&sads=umds4QySFHcQotCgWk15LzOKMI4
Se tiverem dificuldade para abrir o link me avisem!!!
Beijos
Patrícia Constantino de Tella
email: patriciatella@usp.br
quarta-feira, 25 de março de 2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Querem saber uma fofoca?
Com o mundo rápido da internet, a epidemia virtual incontornável, um simples clique e tudo torna-se público e possível...
Vídeos constrangedores de pessoas como você que cometeram erros em público, deixaram-se enganar por confiar demais ou simplesmente se tornaram vítima de boatos, se espalham em uma velocidade inimaginável, de forma incontrolável e instantânea, passam a ser duramente e, muitas vezes, injustiçadamente julgadas por parte significativa da população... Não esquecendo que, em alguns casos, tudo não passa de uma invenção mal intencionada...
Fiquei pensando muito em quanto esse título seria atrativo, pelo apetite insaciável de saber alguma coisinha... Tenho vários questionamentos... Qual a repercussão disso? Qual o tamanho da atração isso tem?
Reality Show, instagram, vídeos caseiros, fotos... Enfim, fiquei refletindo: O que satisfaz tanto os telespectadores? Qual é a satisfação em poder dar aquela olhadinha na "vida" do vizinho? E coloquei vida entre aspas, porque, na maioria dos casos, o que vemos não representa o que realmente é a vida desta(s) pessoa(s). Espiar e observar, mesmo que pouco, e sentir-se satisfeito por sua imaginação!!
Ressalto aqui que não me refiro apenas às desgraças alheias (que com certeza chamam muita atenção). Também acredito que muitos se sentem satisfeitos por verem a felicidade e sucesso de terceiros, imaginando e se vangloriando por histórias que não as suas...
Como é engraçado pensar que as vezes achamos que conhecemos alguém simplesmente por ver fotos, cenas, frases ou mesmo por ouvir estória(s) contada(s) por terceiros, sem ao menos saber a verdadeira história de vida desta pessoa. Observar atos, momentos, fotos, vídeos e julgar como se tivesse o entendimento e conhecimento integral da situação virou algo usual. Não que julgar seja totalmente errado, mas será que se fossemos mais esclarecidos e cientes de que aquela "verdade" talvez seja só nossa, as coisas não seriam mais fáceis? Pois mesmo aquilo que vivemos ao lado de alguém, muitas vezes, pode ter interpretações distintas por aqueles que vivenciaram a mesma coisa. As experiências são totalmente individuais...
Ao receber vídeos e fofocas de pessoas que nunca vimos e observar a repercussão instantânea de momentos que tenho certeza que muitos gostariam de apagar de suas vidas, fico imaginando o quão sério isto é e o quanto pode prejudicar a vida dessas pessoas que passaram por esses tipos de situações...
Um dia estava assistindo um filme e nele veio uma mensagem que achei muito interessante:
Uma moça foi até um padre confessar pois queria ser perdoada por uma fofoca, já que ela tinha se arrependido muito e sentia-se muito culpada por ter gerado tanto sofrimento a uma pessoa. Pois então o padre pediu a moça: "eu a perdoo, mas antes vá até o telhado de sua casa com um travesseiro e uma faca e corte esse travesseiro. Depois volte aqui para me dizer o que aconteceu". Essa moça, muito fiel a sua religião, fez o que o padre pediu e voltou para a igreja. Ao encontrar o padre ela o perguntou se agora ela estava perdoada. O padre então perguntou à moça "antes quero saber o que aconteceu quando você rasgou o travesseiro como pedi" e ela disse que o travesseiro havia rasgado e penas tinham voado por todos os lados. Então o padre disse "para te perdoar, preciso que a senhora pegue cada pena". A mulher indignada com o pedido do padre disse "mas padre, isso seria impossível, o vento as levou para todo canto, não conseguirei achar todas" e ele respondeu "assim acontece com a fofoca..." (é importantes as vezes demonstrar de uma forma mais concreta para podermos ter mais clareza das conseqüências - e não precisa ser católico ou religioso para entender essa parábola né?!)
Mas enfim...acho que nem mesmo todo o entendimento do mundo faria extinguir esse vício, mas talvez ajudaria a ter mais cautela nos julgamentos.
Lembrem-se: somos humanos e ainda cometeremos muitos erros enquanto estivermos vivos. Assim, não podemos esquecer que também poderemos ser alvo de julgamentos vazios e precipitados...
Até o próximo clique, o próximo erro alheio, o próximo post, a próxima fofoca...
Por Patricia Constantino de Tella
contato patriciatella@usp.br
Assinar:
Comentários (Atom)