Há algum tempo tenho
pensado em escrever sobre “mudanças”. Esse tema me vem à cabeça sempre, até
porque, é muito constante no consultório chegar pacientes com perspectiva de
alguma mudança em suas vidas.
Pais desejando um
comportamento mais adequado aos filhos, casais esperando conseguir um melhor
convívio, pessoas querendo superar a ansiedade ou a depressão, a busca
incansável por um corpo melhor, a tentativa de mudanças de hábitos de vida para
sua saúde ou simplesmente por queixa não identificada, são exemplos de mudanças
usuais que pessoas buscam em suas vidas.
O que todas essas
pessoas têm em comum? A grande dificuldade de mudar...
E essa dificuldade está
relacionada a todo sacrifício, tempo e tolerância exigidos, assim como aos
inevitáveis erros, acertos e desafios ao longo desse caminho.
As pessoas se tornem resitentes à mudança, é da
ordem do desconhecido. Muitas vezes necessária, porém gera um desconforto muito
grande, pois não se sabe ao certo o que vai acontecer. Isso provoca ansiedade e
muitas vezes a pessoa resiste, o que erroneamente, traz a idéia de conforto.
Para o Analista do
Comportamento, a resistência à mudança indica como as contingências se operam
em relação à pessoa, ou seja, qual a conseqüência daquele comportamento em
relação a sua vida. Exemplos práticos são de pessoas que chegam ao consultório
queixando-se que querem emagrecer. No caso, a comida tem todo um comportamento
social, é um reforço imediato e ainda tem fatores biológicos envolvidos para a
pessoa querer consumir mais aquele alimento que ela não deseja mais.
A contingência é a
formula que a análise do comportamento se utiliza para estudar e entender como
certos comportamentos foram formados e como eles se mantêm atualmente.
A Análise do
Comportamento é uma área de investigação conceitual, empírica e aplicada do
comportamento. Busca predizê-lo e compreendê-lo, bem como os seus
determinantes. Ela procura entender o ser humano em sua interação com o meio.
Ao falar de Análise do
Comportamento, deve-se falar também de B. F. Skinner (1904-1990), um importante
pesquisador que influenciou sobremaneira a forma como hoje vemos o
behaviorismo. Skinner acreditava que o comportamento humano, por mais complexo
que fosse, podia sim ser estudado cientificamente, e mostrou em seus estudos
que é possível, e plausível, a união de uma ciência do comportamento com
fenômenos complexos e subjetivos ao ser humano, como a emoção.
Quando um tipo de
comportamento opera sobre o ambiente e é afetado por suas modificações em que
sua maior fonte de controle encontra-se nos estímulos conseqüentes, recebe o
nome de comportamento operante. O tipo de conseqüência que altera a
probabilidade do comportamento acontecer é o reforço. Toda a história de
reforçamento de um indivíduo influencia na sua aprendizagem e é essa
aprendizagem que o fará associar eventos passados de sua vida com situações
atuais que desencadearão classes de respostas emocionais. (Skinner, 1974)
Por Patrícia Constantino de Tella
e Mariana Vieira Cintra
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