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http://youtu.be/f0tEcxLDDd4sábado, 5 de dezembro de 2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
o desenvolvimento - 0 a 6 meses {resumo}
O desenvolvimento dos 0 aos 6 meses
Aproximadamente com 1 mês e meio até 4 meses
o lactente depois de executar por acaso uma ação que provoca uma satisfação,
passa a repetir essa mesma ação repetidas vezes. Durante esses primeiros meses
de vida, a criança aprende por repetição. Um exemplo é quando ela suga o
polegar, primeiramente num movimento aleatório; depois repete essa ação em
vista da satisfação gerada.
Nessa fase que os bebês começam a atentar
para os sons, demonstrando capacidade de coordenar diferentes tipos de
informações sensoriais, como visão e audição, e a coordenar seu universo visual
com o tátil.
A partir dos 4 meses:
Começa a compreender suas ações e os resultados
externos.
A criança começa a repetir ações intencionamente,
um gatilho para começar a responder de acordo com o ambiente.
Desenvolve é a
vocalização, emite sons que são selecionados pelos pais, sendo reforçados, começa a imitar
Aos 6 meses compreende palavras familiares.
Aos 6 meses:
Atitude:
Simétrica.
Tono e reflexo:
Hipotonia fisiológica
Reflexos
profundos semelhantes ao adulto.
Reflexos
primitivos: Presentes: Preensão plantar, cutâneo plantar extensor. Desapareceram:
sucção, preensão palmar, moro, mão a boca.
Funções
Cerebrais superiores: (audição/linguagem/gnosias)
Atende pelo
nome, demonstra estranheza diante de desconhecidos, localiza o som
lateralmente, usa vogais associadas a consoantes (lalação) e produz sílabas
repetidas sem significado.
Equilibrio
estático: Senta com apoio, iniciando sem apoio.
Equilíbrio
dinamico: Muda de decúbito.
Coordenação
Apendicular: Retira pano do rosto, preensão voluntária.
The delay rate at 6 months and the association with psychosocial and environmental factors.
Tella, PC. Neurodevelopment assessment in a birth cohort,
the delay rate at 6 months and the association with psychosocial and
environmental factors. [Dissertation]. São Paulo: Faculty of Medicine,
University of São Paulo, in 2015.
This study is a subproject of Developmental Psychiatry
Institute entitled "New Tools in Child Development Understanding:
Gene-Environment Interaction and Connectivity Neuronal", funded by FAPESP
and approved by CAPPESQ with protocol number 0054/09.
It aims to characterize the neurological development
of children aged 6 to 8 months by the Bayley scale in a population-based
sample. It is expected, therefore, to estimate the prevalence of delay and the
identification of psychosocial and environmental risk factors. The first years
are particularly important in the life cycle, when is the rapid growth and
development of the brain, making it vulnerable to exposure to different
biological and psychosocial risk factors. Biological factors generally are
accompanied by psychosocial and environmental factors that increase its effect.
These adverse conditions are a risk factor and threat to child development. The
importance and the impact of delays in the development of the child’s future,
the earlier identified the delay development, the risk could be smaller. The
purpose of this thesis was to characterize the neurological development of
children 6-9 months ago through the Bayley scale in a population-based sample,
then estimate the prevalence of delay and identifying psychosocial and
environmental risk factors. A longitudinal epidemiological study of birth
cohort with three segments, the first interview with the pregnant woman, to
collect socioeconomic data and the psychiatric diagnoses interview, the second
meeting to check psychiatric diagnoses in the postpartum period, data of birth
and infant feeding. At last, on six months, implementation the Bayley Scale of
Development. Evaluated 368 infants, 15.4% children were classified as
significant delay in at least one of the areas, among them 10.87% had delayed
motor development, language delay total of 8.15% and 3.01 % of infants were
delayed cognitive. In analysis, found that cognitive development was the factor
with the largest association of maternal stress factors. Disorders, mood during
pregnancy, psychotic disorder and anxiety disorder in the postpartum period,
economic class, maternal education, teenage mother and smoking during pregnancy
were associated with delayed development even after adjusting for confounding factors.
It is concluded that, psychiatric disorders are predictors of delay in psychomotor
development at 6 months of age. This study shows the importance of screening to
identify possible developmental delays, for subsequent intervention programs to
prevent or minimize future hazards and allow the child to develop to their full
potential.
Keywords: development; risk factors; infants.
Patrícia Tella, M.D
patriciatella@gmail.com
O atraso no desenvolvimento aos 6 meses
Tella, PC. Avaliação do desenvolvimento
neuropsicomotor em uma coorte de nascimento, a frequência de atraso aos 6 meses
e a associação com fatores psicossociais
e ambientais. [Dissertação]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de
São Paulo, 2015.
O
presente estudo é um subprojeto do Instituto de Psiquiatria do Desenvolvimento intitulado “Novas Ferramentas
na Compreensão do Desenvolvimento Infantil: a Interação Gene-Ambiente e
Conectividade Neuronal”, financiado pela FAPESP e aprovado pela CAPPESQ com o
número de protocolo 0054/09.
Os
primeiros anos são particularmente importantes no ciclo vital, é rápido o
crescimento e desenvolvimento do cérebro, tornando-se vulnerável à exposição a diferentes fatores de
risco biológicos e psicossociais. Os
fatores biológicos, em geral, são acompanhados por fatores psicossociais e ambientais
que potencializam o seu efeito. Essas condições adversas são fatores de risco e
ameaça ao desenvolvimento infantil. Devido à importância e ao impacto dos
atrasos no desenvolvimento sobre o futuro da criança, quanto mais precocemente
forem identificadas as crianças de maior risco, menor o agravamento futuro. O
objetivo dessa dissertação foi caracterizar o desenvolvimento neuropsicomotor
de crianças de 6 a 9 meses através da Escala Bayley de Desenvolvimento, em uma
amostra de base populacional. Estimou-se a prevalência de atraso e a identificou
os fatores de risco psicossociais e ambientais associados. É um estudo
epidemiológico de coorte de nascimento longitudinal, com três seguimentos. A
primeira entrevista com a gestante, para coleta de dados socioeconômicos e a
entrevista para diagnósticos psiquiátricos, o segundo encontro para verificar
diagnósticos psiquiátricos no puerpério, dados de nascimento e alimentação do
lactente e por último aos 6 meses a aplicação da Escala Bayley. Avaliados 368 lactentes,
encontramos 15,4% das crianças classificadas com atraso significativo em pelo menos
um dos domínios, entre eles 10,87% tiveram atraso no desenvolvimento motor, com
déficit de linguagem o total de 8,15% e 3,01% dos lactentes apresentaram atraso
no desenvolvimento cognitivo aos 6 meses. Em analises constatou que o
desenvolvimento cognitivo foi o fator com maior associação a fatores de
estresse materno. Os transtornos, de humor durante a gestação, transtorno
psicótico e transtorno de ansiedade no puerpério, a classe econômica,
escolaridade materno, mãe adolescente e fumo durante a gestação, foram
associados ao atraso no desenvolvimento mesmo após ajustes
para fatores confundidores. Conclui-se que os transtornos psiquiátricos são
preditores de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor aos 6 meses de idade.
Esse estudo mostra a importância da triagem para identificação de possíveis
atrasos no desenvolvimento, para consequentes programas de intervenção a fim de
evitar ou minimizar agravos futuros e possibilitar a criança desenvolver-se com
todo seu potencial.
Palavras-Chave:
desenvolvimento; fatores de risco; lactentes.
Patricia Tella, M.D.
contato: patriciatella@usp.br
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