segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A Felicidade

Há algum tempo venho pensando em escrever sobre este assunto. Não por acaso claro, já que vejo muitas pessoas se perguntando sobre o tema e é muito comum receber no consultório queixas de infelicidade e insegurança... 

Assim, fiquei refletindo sobre o que poderíamos chamar de FELICIDADE... Algo diferente do que encontramos em revistas, corpos perfeitos, viagens ou luxo...  

E depois de muita reflexão, penso que felicidade não está, necessariamente, ligada a uma vida abstente de problemas, ausência de coisas que possam nos aborrecer ou causar dor...

Felicidade está relacionada à sabermos enfrentar os obstáculos e problemas, mesmo que fracassando em alguns momentos, e saber tirar proveito da experiência. 

Skinner disse “um fracasso não é sempre um erro, ele pode ser simplesmente o melhor que se pode fazer, dadas as circunstâncias. O verdadeiro erro é parar de tentar.”

O sofrimento as vezes é inevitável. Errar também é, mas aprender e seguir em frente é uma escolha que você tem e ser seguro das atitudes que precisamos tomar diante da vida precisa de autoconhecimento e muita segurança em si mesmo. Será que assim há felicidade? 

Também penso que a felicidade pode ser um sentimento singular, que independente de outras pessoas ou de bens materiais, mas apenas de nós mesmos. Isso, é claro, não se esquecendo que temos fatores químicos, biológicos envolvidos nos nossos sentimento... Posso discorrer sobre isso futuramente, hoje será uma breve reflexão de como poderíamos conseguir ter a felicidade plena.  

"Os principais problemas enfrentados hoje pelo mundo só poderão ser resolvidos se melhorarmos nossa compreensão do comportamento humano" (Skinner, 1974, p.8) 

É aí que entra a terapia, consciência do nosso ambiente (das pessoas, das situações e de nós mesmos, compreensão de nossos sentimentos) para, assim, conseguir de maneira confiante a conquista de uma vida mais constante e harmônica. 

"O auto-conhecimento tem um valor especial para o próprio indivíduo. Uma pessoa que se ‘tornou consciente de si mesma’, por meio de perguntas que lhe foram feitas, está em melhor posição de prever e controlar seu próprio comportamento." (Skinner, 1974, p.31) 


Por Patrícia Constantino de Tella

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