“Todo
mundo é capaz de dominar a dor, exceto quem sente...” W. Shakespear
Lembro-me dessa frase quando entra um paciente queixando-se
de sintomas de tristeza/ depressão e ele diz “todos falam que eu não deveria
sofrer assim, afinal eu não tenho um grande problema” citando algum outro
problema que poderia ser pior que o seu... Mas no momento do sofrimento, a
maior dor é de quem está sentindo, não adianta comparações, essa é sua dor e vamos
compreendê-la e trata-la de maneira adequada, todo mundo precisa ter qualidade
de vida e não só existir, precisa-se viver com prazer.
Com isso resolvi escrever sobre tristeza/ depressão,
ressaltar seus sintomas e mesmo que não seja depressão, saber que ambas tem
solução, mesmo que você não veja mais saída, na terapia podemos encontrar uma
luz...
Há uma grande diferença entre tristeza e depressão.
A tristeza pode ocorrer desencadeada por algum fato do
cotidiano, onde a pessoa realmente sofre com aquilo até assimilar o que está
acontecendo e geralmente não dura mais do que quinze a vinte dias.
Depressão é a tristeza quando não acaba mais... E se
não for tratada pode piorar.
Ela pode ser desencadeada por problemas psicológicos
ou emocionais, com alterações do funcionamento cerebral e secundária por alguma
doença.
Com
ela a pessoa pode apresentar alterações do humor, alterações cognitivas,
psicomotoras e vegetativas, causando algum prejuízo na vida de quem sofre.
Os
sintomas segundo o DSM-V, são:
Cinco ou mais dos sintomas seguintes presentes por,
pelo menos, duas semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do
indivíduo; pelo menos um dos sintomas é humor deprimido ou perda de interesse
ou prazer.
1. O Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos
os dias (p. ex.: sente-se triste ou vazio) ou observação feita por terceiros
(p. ex.: chora muito). Nota: Em crianças e adolescentes pode ser
humor irritável.
2. Quando há a diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas atividades na maior parte do dia e que antes eram prazerosas (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros).
3. Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex.: mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias.
4. Insônia ou hipersônia quase todos os dias.
5. Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observáveis por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento).
6. Fadiga e perda de energia quase todos os dias.
7. Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante) quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente).
8. Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão quase todos os dias.
9. Pensamentos de morte recorrentes, ideação suicida recorrente sem um plano específico, tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio.
Esses sintomas causam sofrimento clinicamente
significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras
áreas importantes da vida do indivíduo.
Importante, que esses sintomas não se devem aos
efeitos fisiológicos diretos de uma substância (p. ex.: droga) ou outra
condição médica.
Acho importante salientar que esse ou qualquer outro
diagnóstico requer o exercício de julgamento clínico baseado na história do
indivíduo e as normas culturais para a expressão de angústia no contexto de
perda.
Os transtornos depressivos também apresentam, de acordo com o DSM-V, alguns especificadores, que os caracterizam de acordo com suas principais particularidades.
Como, por exemplo, é comum o transtorno depressivo com
característica ansiosa, que tem como os seguintes sintomas associados:
1. Sentir-se tenso;
2. Sentir-se inquieto;
3. Dificuldade de concentração devido a preocupações;
4. Medo que algo terrível aconteça;
5. Sensação de que pode perder o controle sobre si mesmo.
3. Dificuldade de concentração devido a preocupações;
4. Medo que algo terrível aconteça;
5. Sensação de que pode perder o controle sobre si mesmo.
Por Patrícia Tella
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