terça-feira, 18 de agosto de 2015

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)


É um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, tem inicio na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Caracteriza-se por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade.

TDAH na infância em geral se associa a dificuldades:
- Na escola, nos relacionamentos com outras crianças, pais e professores.
- Essas crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas".
- Os meninos normalmente apresentam mais sintomas de hiperatividade e impulsividade, mas meninos e meninas são desatentos.
- Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar outros problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos:
- Ocorrem problemas de desatenção, tanto para coisas do cotidiano, quanto no trabalho.
- Geralmente são muito esquecidos, inquietos, mudam de assunto e atividade frequentemente e impulsivos.

Uma vez li um artigo explicando o TDAH de uma forma bem simples e didática:
TDAH é como se fossem filtros quebrados.
Vamos dizer que não tem o TDAH, tivessem uma espécie de filtro, onde 99% de coisas irrelevante que acontecem atravessam sua mente, e elas simplesmente as excluem antes que se tornem conscientes disso.
Vamos supor, que a sua área de trabalho mental é como um enorme quadro branco, pronto para realizar e organizar informações úteis.

As pessoas com TDAH, não têm tal luxo de descarte. Então, a pessoa com TDAH está no meio de uma tarefa mental importante, assim ela precisaria secretar as informações necessárias e várias outras deveriam ser descartadas, nessa analogia com o quadro branco, é como se cada coisa que passa a sua frente é escrito diretamente no quadro branco, e em negrito, sublinhado em letras vermelhas, não importa o que é, e não importa se há utilidade ou não, além disso, é como se essas informações que não são uteis naquele momento chamassem mais atenção. E isso acontece o tempo todo, e é como se eles precisassem examinar cada pensamento e sua relevância, e tentam desesperadamente lembrar o que era o seu pensamento inicia e o que é importante para a realização dessa tarefa.

Mas para isso existem tratamentos com psicólogos e psiquiatras, é importante procurar profissionais especialista no assunto

E pra finalizar, vou tentar ajudar com algumas regrinhas básicas para os pais e cuidadores

  1. Reforçar o que há de melhor na criança. (Não se esqueça de elogiar! O estímulo nunca é demais).
  2. Procurar conversar sempre com a criança sobre como está se sentindo. 
  3. Aprender a controlar a própria impaciência.
  4. Estabeleça regras e limites dentro de casa. 
  5. Não cobre resultados, cobre empenho.
  6. Seja claro e direto, de preferência falando de frente e olhando nos olhos.
  7. Não exigir mais do que a criança pode dar, lembrem-se de considerar a idade.
  8. Ensinar a criança a não interromper as suas atividades: tentar finalizar tudo aquilo que começa.
  9. Organizar e arrumar o ambiente, como um meio de otimizar as chances para sucesso.
  10. O local de estudos não pode ser um local repleto de estímulos diferentes: um monte de brinquedo, pôsteres.
  11. Tentar não prolongar muito atividades que requerem muita concentração, por exemplo intercalando-a com outras coisas agradáveis.
  12. É importante sempre que os pais mantenham seus filhos motivados, pacientes e persistentes.


PPor Patrícia Constantino de Tella. 
ccontato patriciatella@usp.br

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