A fobia social é
classificada como um distúrbio de ansiedade que reflete medo de interação e
desempenho social.
Já na timidez não há uma interferência severa
no desempenho social, pois conseguem focar a atenção na tarefa social, ao invés
dos fóbicos sociais que tendem a focar a atenção em si mesmo, desse modo
monitorizando os seus sinais somáticos de ansiedade e o seu desempenho, que
sofre interferência severa os seus sinais somáticos de ansiedade e o seu
desempenho, que sofre interferência severa (Pinto Gouveia, 2000). Quando algum
comportamento começa a ser exagerado e
desproporcional em relação ao estímulo (ao acontecimento) e a
atrapalhar sua vida pessoal, isso pode ser um sinal de algo mais grave.
A Fobia
Social é
caracterizada pelo medo
persistente de contatos sociais ou de atuações em público, por temer que essas
situações resultem em incomodo. A exposição a esses estímulos (ex. contatos
sociais) produz, quase que uma imediata resposta de ansiedade, juntamente com
sintomas autonômicos (do sistema nervoso autônomo, como palpitações, rubor,
sudorese, etc).com isso, essas situações desencadeadoras da ansiedade acabam
sendo evitadas ou são toleradas com grande mal estar.
Fala-se em Ansiedade
Social quando
existe a ansiedade antecipatória, os sintomas autossômicos (tontura, sudorese,
etc), porém a intensidade do quadro não é tão limitante quanto na Fobia
Social, propriamente dita. Alguma referência à esse quadro existe
no DSM.IV sob o nome de Transtorno
da Personalidade por Evitação, caracterizada por intensa Ansiedade
de Evitação.
A frequência da Fobia
Social é o segundo
entre os transtornos fóbicos (25%), sendo superado apenas pela agorafobia (1*). Assim sendo, como a Ansiedade Social é a mesma patologia em grau menor, sua
frequência é igualmente elevada.
Critérios Diagnósticos da Fobia Social,
segundo o DSM IV:
·
Medo acentuado e persistente de uma ou
mais situações sociais ou de desempenho, onde o indivíduo é exposto a pessoas
estranhas ou ao possível escrutínio por outras pessoas. O indivíduo teme agir
de um modo (ou mostrar sintomas de ansiedade) que lhe seja humilhante e
embaraçoso.
Nota: Em crianças, deve haver evidências de capacidade para
relacionamentos sociais adequados à idade com pessoas que lhes são familiares e
a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus pares, não apenas em
interações com adultos.
·
A exposição à situação social temida
quase que invariavelmente provoca ansiedade, que pode assumir a forma de um
Ataque de Pânico ligado a situação ou predisposto por situação.
Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de
raiva, imobilidade ou afastamento de situações sociais com pessoas estranhas.
·
A pessoa reconhece que o medo é
excessivo ou irracional.
Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente.
·
As situações sociais e de desempenho
temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento.
·
A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento
na situação social ou de desempenho temida interferem significativamente na
rotina, funcionamento ocupacional (acadêmico), atividades sociais ou relacionamentos
do indivíduo, ou existe sofrimento acentuado por ter a fobia.
.
·
O temor ou esquiva não se deve aos
efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso,
medicamento) ou de uma condição médica geral nem é melhor explicado por outro
transtorno mental (por ex., Transtorno de Pânico Com ou Sem Agorafobia,
Transtorno de Ansiedade de Separação, Transtorno Dismórfico Corporal,
Transtorno Invasivo do Desenvolvimento ou Transtorno da Personalidade
Esquizóide).
·
Em presença de uma condição médica
geral ou outro transtorno mental, o medo do primeiro critério não tem relação
com estes; por ex., o medo não diz respeito a Tartamudez, tremor na doença de
Parkinson ou apresentação de um comportamento alimentar anormal na Anorexia
Nervosa ou Bulimia Nervosa. Especificar: os temores incluem a maioria das
situações sociais (considerar também o diagnóstico adicional de Transtorno da
Personalidade Esquiva).
O fóbico social reconhece que o seu medo é
exagerado ou irracional e teme mostrar sinais de ansiedade, como rubor facial,
tremor e sudorese. Em algumas situações, a ansiedade pode assumir a forma de um
ataque de pânico. Entre outros medos que se manifestam estão os de parecer
ridículo ou tolo, de ser o centro das atenções, de cometer erros e de não saber
o que se espera dele.
Idéias de
referência simples (não delirantes) ocorrem com frequência nesse paciente, desta
forma, é comum que ele se sinta alvo de comentários ou gozação por parte de
outras pessoas, idéias estas que podem ser corrigidas com argumentação lógica.
Um estudo realizado no AMBAN do Instituto de Psiquiatria (IPQ) do HCFMUSP
(Barros & Lotufo Neto, 1995) mostrou que 75% da amostra de fóbicos sociais
apresentaram idéias de referência não delirantes no Present State Examination
(PSE), um instrumento utilizado para avaliação diagnóstica.
(1*) Agorafobia está associada ao transtorno de pânico. Geralmente, a pessoa
relaciona esse transtorno a determinadas situações ou ambientes e passa a
evitá-los com medo que deflagrem ataques de pânico. As situações que
desencadeiam o processo são muitas. O agorafóbico teme enfrentar
congestionamentos, passar por túneis e pontes, viajar em estradas que não
tenham telefones de emergência instalados a cada um ou dois quilômetros, porque
julga que sair dali será difícil ou embaraçoso ou, ainda, porque o socorro não
estará disponível se ocorrer uma emergência.
Por Patrícia Constantino de Tella
Dúvidas e sugestões deixe msg ou envie um email para patriciatella@gmail.com
Por Patrícia Constantino de Tella
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