quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Timidez x Fobia Social

A fobia social é classificada como um distúrbio de ansiedade que reflete medo de interação e desempenho social.
Já na timidez não há uma interferência severa no desempenho social, pois conseguem focar a atenção na tarefa social, ao invés dos fóbicos sociais que tendem a focar a atenção em si mesmo, desse modo monitorizando os seus sinais somáticos de ansiedade e o seu desempenho, que sofre interferência severa os seus sinais somáticos de ansiedade e o seu desempenho, que sofre interferência severa (Pinto Gouveia, 2000). Quando algum comportamento começa a ser exagerado e desproporcional em relação ao estímulo (ao acontecimento) e a atrapalhar sua vida pessoal, isso pode ser um sinal de algo mais grave.
A Fobia Social é caracterizada pelo medo persistente de contatos sociais ou de atuações em público, por temer que essas situações resultem em incomodo. A exposição a esses estímulos (ex. contatos sociais) produz, quase que uma imediata resposta de ansiedade, juntamente com sintomas autonômicos (do sistema nervoso autônomo, como palpitações, rubor, sudorese, etc).com isso, essas situações desencadeadoras da ansiedade acabam sendo evitadas ou são toleradas com grande mal estar.
Fala-se em Ansiedade Social quando existe a ansiedade antecipatória, os sintomas autossômicos (tontura, sudorese, etc), porém a intensidade do quadro não é tão limitante quanto na Fobia Social, propriamente dita. Alguma referência à esse quadro existe no DSM.IV sob o nome de Transtorno da Personalidade por Evitação, caracterizada por intensa Ansiedade de Evitação.
A frequência da Fobia Social é o segundo entre os transtornos fóbicos (25%), sendo superado apenas pela agorafobia (1*). Assim sendo, como a Ansiedade Social é a mesma patologia em grau menor, sua frequência é igualmente elevada.


Critérios Diagnósticos da Fobia Social, segundo o DSM IV:

·         Medo acentuado e persistente de uma ou mais situações sociais ou de desempenho, onde o indivíduo é exposto a pessoas estranhas ou ao possível escrutínio por outras pessoas. O indivíduo teme agir de um modo (ou mostrar sintomas de ansiedade) que lhe seja humilhante e embaraçoso.
Nota: Em crianças, deve haver evidências de capacidade para relacionamentos sociais adequados à idade com pessoas que lhes são familiares e a ansiedade deve ocorrer em contextos que envolvem seus pares, não apenas em interações com adultos.

·         A exposição à situação social temida quase que invariavelmente provoca ansiedade, que pode assumir a forma de um Ataque de Pânico ligado a situação ou predisposto por situação.
Nota: Em crianças, a ansiedade pode ser expressada por choro, ataques de raiva, imobilidade ou afastamento de situações sociais com pessoas estranhas.

·         A pessoa reconhece que o medo é excessivo ou irracional.
Nota: Em crianças, esta característica pode estar ausente.

·         As situações sociais e de desempenho temidas são evitadas ou suportadas com intensa ansiedade ou sofrimento.

·          A esquiva, antecipação ansiosa ou sofrimento na situação social ou de desempenho temida interferem significativamente na rotina, funcionamento ocupacional (acadêmico), atividades sociais ou relacionamentos do indivíduo, ou existe sofrimento acentuado por ter a fobia.
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·         O temor ou esquiva não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex., droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral nem é melhor explicado por outro transtorno mental (por ex., Transtorno de Pânico Com ou Sem Agorafobia, Transtorno de Ansiedade de Separação, Transtorno Dismórfico Corporal, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento ou Transtorno da Personalidade Esquizóide).

·         Em presença de uma condição médica geral ou outro transtorno mental, o medo do primeiro critério não tem relação com estes; por ex., o medo não diz respeito a Tartamudez, tremor na doença de Parkinson ou apresentação de um comportamento alimentar anormal na Anorexia Nervosa ou Bulimia Nervosa. Especificar: os temores incluem a maioria das situações sociais (considerar também o diagnóstico adicional de Transtorno da Personalidade Esquiva).

fóbico social reconhece que o seu medo é exagerado ou irracional e teme mostrar sinais de ansiedade, como rubor facial, tremor e sudorese. Em algumas situações, a ansiedade pode assumir a forma de um ataque de pânico. Entre outros medos que se manifestam estão os de parecer ridículo ou tolo, de ser o centro das atenções, de cometer erros e de não saber o que se espera dele.
 Idéias de referência simples (não delirantes) ocorrem com frequência nesse paciente, desta forma, é comum que ele se sinta alvo de comentários ou gozação por parte de outras pessoas, idéias estas que podem ser corrigidas com argumentação lógica. Um estudo realizado no AMBAN do Instituto de Psiquiatria (IPQ) do HCFMUSP (Barros & Lotufo Neto, 1995) mostrou que 75% da amostra de fóbicos sociais apresentaram idéias de referência não delirantes no Present State Examination (PSE), um instrumento utilizado para avaliação diagnóstica.

(1*) Agorafobia está associada ao transtorno de pânico. Geralmente, a pessoa relaciona esse transtorno a determinadas situações ou ambientes e passa a evitá-los com medo que deflagrem ataques de pânico. As situações que desencadeiam o processo são muitas. O agorafóbico teme enfrentar congestionamentos, passar por túneis e pontes, viajar em estradas que não tenham telefones de emergência instalados a cada um ou dois quilômetros, porque julga que sair dali será difícil ou embaraçoso ou, ainda, porque o socorro não estará disponível se ocorrer uma emergência.

Por Patrícia Constantino de Tella

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