segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

TDAH - Analíse do Comportamento

Esse é o resumo do último capítulo do livro "Comportamento em Foco. 1ed.São Paulo: Associação Brasileira de Psicologia e Medicina Comportamental, 2013, v. 2, p. 311-325."

Autores: Patrícia Constantino de Tella, Ana Beatriz Carnielli, Andréa Callonere e Maria Martha Costa Hübner.

Manejo clínico do comportamento de esquiva sob a topografia da desatenção: um estudo de caso sob A perspectiva da análise do comportamento

Resumo
Comportamentos hiperativos, desatentos ou opositores podem ser vistos pela Análise do Comportamento como respostas de esquiva a práticas parentais punitivas. Chamamos de esquiva, respostas emitidas a fim de impedir ou adiar condições potencialmente aversivas.  Em grande parte, sua probabilidade parece ser função da interação entre processos moleculares e molares da situação e menos função de fatores momentâneos. A situação terapêutica pode se configurar de forma tal que, por vezes, percebemos a emissão destes comportamentos pelos clientes caracterizados como CRBs1 sob controle de estímulos aversivos. Neste trabalho, tivemos o objetivo de apresentar resultados parciais do manejo do comportamento de esquiva sob a topografia da desatenção de um menino de oito anos de idade diagnosticado com déficit de atenção e hiperatividade. As sessões foram realizadas por uma terapeuta e uma coterapeuta que se alternavam nestes papéis semanalmente. Após 8 meses de trabalho, foram realizadas 22 sessões com a criança e 8 sessões de orientação aos pais. Estes foram instruídos sobre o uso de consequências positivas aos comportamentos tidos como adequados e supressão dos aversivos, enquanto com a criança utilizamos procedimentos que envolviam respeito a regras, realização de uma tarefa de cada vez, espera e paciência, concentração, desenvolvimento de responsabilidade, atividades de leitura, escrita, operações matemáticas, entre outros. Foram observados comportamentos de desatenção (deixar cair o lápis, mudar de assunto, esquecer o que estava falando, mexer nos objetos da sala) que aumentavam de frequência diante de assuntos e tarefas desagradáveis para a criança e que se mostraram sensíveis ao manejo contingencial realizado pelas terapeutas. Com o decorrer das sessões, o cliente apresentou menor frequência do comportamento de desatenção e evitação (CRB1) e aumento de CRBs do tipo 2 e 3 (concentração, dizer o que pensa sobre a situação, descrever contingências dentro e fora da sessão que atrapalham sua concentração).


Palavras-Chave: Psicoterapia comportamental, déficit de atenção e hiperatividade, controle aversivo.

Por Patricia Constantino de Tella

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