OBESIDADE
A obesidade é considerada uma síndrome
multifatorial, na qual a genética, o metabolismo e o ambiente interagem.
É definida como um distúrbio do
estado nutricional, reflexo do excesso de gordura resultante do: balanço de
energia na relação ingestão/gasto calórico.
A maioria dos casos está relacionada
com alimento excessivo, não chegando aos 5% que tem diagnóstico de
endocrinopatias ou os distúrbios do sistema nervoso central.
Obesidade na infância
Os fatores de risco são:
1. Nível de instrução dos pais
2. Disponibilidade do alimento
3. Preferencias e restrições
alimentares
4. Local das refeições
5. Preparo e oferta do alimento
6. Atividades habituais da criança
(anamnese dietética)
Conduta envolvendo adequação da
dieta e atividade física:
1. Desestímulo ao consumo de alimentos
dietéticos, ainda quando favorecem a ingestão de grandes quantidades e não
contribuem para a mudança do comportamento alimentar;
2. Recomendação quanto a dieta;
3. Local das refeições;
4. Adequação de hábitos alimentares de
toda família;
5. Atividade física criança e família,
evitando esportes extenuantes (que causa enfraquecimento físico ou debilitação)
Quanto aos
aspectos psicológicos, busca de sua identidade, o imediatismo, crença de
qualquer momento poderá mudar e até a dificuldade de mudança de um
comportamento estabelecido e com ganhos imediatos.
Estudos mostram que o
tratamento psicoterápico, a terapia cognitiva vem mostrando eficácia por
trabalhar a partir da estrutura operante do paciente com objetivos de organizar
as contingências para mudanças de peso e comportamentos, em princípio,
relacionados ao autocontrole de comportamentos alimentares, e contexto
situacional amplo, aprofundando para todo o desconforto.
Portanto, o desafio da psicoterapia
é compreender como diversos fatores interagem entre si em cada caso ou situação
e, associada e integrada a outras terapias, favorecer a melhora no manejo do
sintoma para que o paciente possa dispor de um repertório qualitativamente mais
amplo para responder às demandas da vida.
Na obesidade, nem
sempre o tratamento farmacológico é a primeira opção terapêutica; este deve,
antes, compor o tratamento que deve ser pautado numa abordagem
multidisciplinar. Dietoterapia associada à psicoterapia, por serem modalidades
não-invasivas, devem ser sempre priorizadas.
É primordial o acompanhamento de um
nutricionista e um psicólogo para estabelecer mudanças saudáveis no
comportamento e trabalhar com as dificuldades do processo e ainda qualquer sofrimento
emocianal.
Por Patricia constantino de Tella
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