segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Obesidade

OBESIDADE

A obesidade é considerada uma síndrome multifatorial, na qual a genética, o metabolismo e o ambiente interagem.
É definida como um distúrbio do estado nutricional, reflexo do excesso de gordura resultante do: balanço de energia na relação ingestão/gasto calórico.
A maioria dos casos está relacionada com alimento excessivo, não chegando aos 5% que tem diagnóstico de endocrinopatias ou os distúrbios do sistema nervoso central.

Obesidade na infância
Os fatores de risco são:
1.       Nível de instrução dos pais
2.       Disponibilidade do alimento
3.       Preferencias e restrições alimentares
4.       Local das refeições
5.       Preparo e oferta do alimento
6.       Atividades habituais da criança
(anamnese dietética)

Conduta envolvendo adequação da dieta e atividade física:
1.   Desestímulo ao consumo de alimentos dietéticos, ainda quando favorecem a ingestão de grandes quantidades e não contribuem para a mudança do comportamento alimentar;
2.       Recomendação quanto a dieta;
3.       Local das refeições;
4.       Adequação de hábitos alimentares de toda família;
5.       Atividade física criança e família, evitando esportes extenuantes (que causa enfraquecimento físico ou debilitação)

Quanto aos aspectos psicológicos, busca de sua identidade, o imediatismo, crença de qualquer momento poderá mudar e até a dificuldade de mudança de um comportamento estabelecido e com ganhos imediatos.

Estudos mostram que o tratamento psicoterápico, a terapia cognitiva vem mostrando eficácia por trabalhar a partir da estrutura operante do paciente com objetivos de organizar as contingências para mudanças de peso e comportamentos, em princípio, relacionados ao autocontrole de comportamentos alimentares, e contexto situacional amplo, aprofundando para todo o desconforto.
Portanto, o desafio da psicoterapia é compreender como diversos fatores interagem entre si em cada caso ou situação e, associada e integrada a outras terapias, favorecer a melhora no manejo do sintoma para que o paciente possa dispor de um repertório qualitativamente mais amplo para responder às demandas da vida.
Na obesidade, nem sempre o tratamento farmacológico é a primeira opção terapêutica; este deve, antes, compor o tratamento que deve ser pautado numa abordagem multidisciplinar. Dietoterapia associada à psicoterapia, por serem modalidades não-invasivas, devem ser sempre priorizadas.


É primordial o acompanhamento de um nutricionista e um psicólogo para estabelecer mudanças saudáveis no comportamento e trabalhar com as dificuldades do processo e ainda qualquer sofrimento emocianal.

Por Patricia constantino de Tella

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