Aleitamento materno e o desenvolvimento
cognitivo.
O estado nutricional materno na gestação
é um fator relevante, dado que uma boa nutrição, antes e durante a gravidez, é
uma medida preventiva a uma variedade de problemas gestacionais maternos e
fetais (Perry, 2008). Para Machado (2000), o ganho de peso gestacional
baseia-se em fatores maternos como: idade, raça, hábitos como tabagismo, número
de fetos e a massa corporal anterior à gestação materna (Machado 2000). Segundo
Warner (1998), uma medida preventiva para uma nutrição e ganho de peso adequado
da gestante e do recém-nascido provém na vigilância pré-natal e através do
número de consultas, com maior atenção à vulnerabilidade dessas mães.
Nos estudos de Tella (2015) mostraram que o
aleitamento materno é encontrado como um fator de proteção, aumentando os
escores no desenvolvimento dos lactentes aos 6 meses, principalmente em crianças de menor classe social. Tella e
colaboradores em 2015, relataram que crianças vindas de classes sociais mais
baixas vinham a apresentar melhores escores de desempenho cognitivo do que as que
não foram amamentadas, ou seja, o aleitamento corrigiu o problema da pobreza na
cognição. Em outros estudos verificaram que a amamentação nos primeiros
três meses está associada a um melhor desenvolvimento dos bebês, esses efeitos
refletem aos seis meses em testes que avaliam o desenvolvimento neuropsicomotor
(Grantham-McGregor, 1995; Wachs, 1995; Levitsky e Strupp, 1995). Podemos
enumerar diversos fatores, como melhor nutrição, maior cuidado materno, relação
parental e estimulo entre a mãe e o bebê. Gibson-Davis e Brooks-Gunn, 2006
apontam que durante a amamentação, a mãe responde melhor às necessidades da
criança, gastam maior tempo na interação com a criança ou em atividades
estimulantes do que as mães que não amamentam. Além disso, o aleitamento
materno ajuda para o melhor desenvolvimento motor-oral através da sucção,
possibilitando a instalação de má oclusão, respiração oral e alteração
motora-oral (Straub, 1961).
Patricia Tella.
Psicóloga. Mestre em Desenvolvimento Infantil
pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo – HCFMUSP. E especialista
em terapia analítico comportamental pela Universidade de São Paulo – USP.
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